E tu chegas, com a cara lavada
E diz-me de lata:
“Não tens razão”!
Então pego no meu violão
Canto uma canção;
Não tem perdão,
Não dá razão, satisfação,
Não há diálogo, conversação,
Não há nada de nada
Só há sonegação, sonegação.
Afinal, quem tem razão?
Vou vivendo e cantando à espera
Pois quem canta espera e assim não desespera.
Meu violão, meu amigo, consolação.
Que tanto ouve e sente sair das minhas mãos,
Desabafos e juras furadas do coração.
Lamentação…
Me renovo, esqueço
Dou-te meu novo endereço
Não tem jeito não!
E tu chegas de cara lavada
Conversa já gasta;
De minha paixão,
És meu amor,
Sem ti não vivo,
Eu não consigo, meu coração.
Dás uns toques no meu violão
Uma cantada…
E já estou nas tuas mãos.
Tem jeito não!
Sou um violão, instrumento bandido, nas tuas mãos.
Tem jeito não!
Um violão, que exala o som
Num simples toque de tuas mãos.
Mão de vilão
Santosry
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